Inaugurou nesta semana a exposição de escultoras de Mauri V. Menegotto. Nascido em Bento Gonçalves - cidade vizinha à minha cidade-natal, Veranópolis - e dedicado às formas em pedra e madeira, apresenta um sensível olhar sobre a forma humana. Muitas peças lembram a arte pré-histórica, com suas formas sutis e cruas, resultado de um pensar. "Minha ambição através da escultura é desvendar o mistério e o fascínio que é o surgimento da vida e da jornada humana", explica o artista. A mostra pode ser visitada de segunda a sexta, das 8h30min às 18h, até 12 de setembro. O local é o Memorial do Ministério Público, junto à Praça da Matriz, belo casarão com um formidável porão, cuja beleza concorre com as próprias exposições que abriga. Vale a visita para o apreciador de Arquitetura.
16 de agosto de 2014
O desvendar de Gotto
Inaugurou nesta semana a exposição de escultoras de Mauri V. Menegotto. Nascido em Bento Gonçalves - cidade vizinha à minha cidade-natal, Veranópolis - e dedicado às formas em pedra e madeira, apresenta um sensível olhar sobre a forma humana. Muitas peças lembram a arte pré-histórica, com suas formas sutis e cruas, resultado de um pensar. "Minha ambição através da escultura é desvendar o mistério e o fascínio que é o surgimento da vida e da jornada humana", explica o artista. A mostra pode ser visitada de segunda a sexta, das 8h30min às 18h, até 12 de setembro. O local é o Memorial do Ministério Público, junto à Praça da Matriz, belo casarão com um formidável porão, cuja beleza concorre com as próprias exposições que abriga. Vale a visita para o apreciador de Arquitetura.
Da série 'Poesia em metro'
FÉRIAS NUM TRAILLER
Só sei que quando abro a janela e o vento me acorda
sinto vergonha por ter adormecido
Mantive longe os parentes
só mandei os presentes e trouxe a TV comigo
Só sei que ficar sozinho & enlatado parece clausura
parece tortura, parece contigo
parece que sim
Chove, mas eu fico seco
lá fora, mas eu fico dentro
parece que o ponto que eu piso é o núcleo, o centro
Dias e dias parado, só o pulso trabalha
marca os segundos até morrer
marquei contigo mas não posso ir
Estou crucificado aqui no assoalho
t-shirt básica como mortalha.
Só sei que quando abro a janela e o vento me acorda
sinto vergonha por ter adormecido
Mantive longe os parentes
só mandei os presentes e trouxe a TV comigo
Só sei que ficar sozinho & enlatado parece clausura
parece tortura, parece contigo
parece que sim
Chove, mas eu fico seco
lá fora, mas eu fico dentro
parece que o ponto que eu piso é o núcleo, o centro
Dias e dias parado, só o pulso trabalha
marca os segundos até morrer
marquei contigo mas não posso ir
Estou crucificado aqui no assoalho
t-shirt básica como mortalha.
14 de agosto de 2014
ONG realiza brechó beneficente neste sábado e domingo
O gato Urim sempre fiscaliza o evento
A tradicional ONG Bichos & Amigos promove neste final de semana, 16 e 17 de agosto, sábado e domingo das 14h às 17h, mais uma edição de seu brechó beneficente para levantar fundos e quitar dívidas. Os visitantes também poderão fazer doação de ração, o que é muito bem-vindo.
O evento acontece na rua Coronel Feijó, 33, esquina com Assis Brasil, quase em frente ao Bourbon Assis Brasil, parada Coronel Feijó do corredor de ônibus. À venda, roupas, livros, bijouteria, discos, sapatos e objetos - tudo em bom estado, a preços módicos. A entidade é responsável por abrigo, manutenção e cuidados veterinários de mais de 150 cães e gatos vítimas do abandono. Mais informações podem ser obtidas pelo 51-8461-5077, bichoseamigos@bichoseamigos.org.br ou no Facebook. Os animais agradecem.
A tradicional ONG Bichos & Amigos promove neste final de semana, 16 e 17 de agosto, sábado e domingo das 14h às 17h, mais uma edição de seu brechó beneficente para levantar fundos e quitar dívidas. Os visitantes também poderão fazer doação de ração, o que é muito bem-vindo.
O evento acontece na rua Coronel Feijó, 33, esquina com Assis Brasil, quase em frente ao Bourbon Assis Brasil, parada Coronel Feijó do corredor de ônibus. À venda, roupas, livros, bijouteria, discos, sapatos e objetos - tudo em bom estado, a preços módicos. A entidade é responsável por abrigo, manutenção e cuidados veterinários de mais de 150 cães e gatos vítimas do abandono. Mais informações podem ser obtidas pelo 51-8461-5077, bichoseamigos@bichoseamigos.org.br ou no Facebook. Os animais agradecem.
13 de agosto de 2014
Da série 'O buraco que se recusa a ir embora'
Novas obras tentam resolver o problema de um dos buracos insistentes na rua Freire Alemão, bairro Auxiliadora / Montserrat. O ponto fica entre a Eudoro Berlink e Fabrício Pillar, e há décadas é acompanhado por moradores e por quem transita pelo local, conforme noticiado por este blog em http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/2014/08/o-buraco-que-se-recusa-ir-embora.html. Nesta terça-feira, 12, uma equipe trabalhava no local, que estava com uma considerável profundidade.
Direto de Porto Alegre é notícia
O lançamento do blog Direto de Porto Alegre foi noticiado em dois improtantes sites do Rio Grande do Sul, Coletiva.net e De Olhos e Ouvidos, do jornalista e escritor Olides Canton. Registre-se nosso agradecimento, extendido às pessoas que estão divulgando nas redes sociais.
De Taiwan para as feiras de Porto Alegre
Nas feiras-modelo de terça e sábado, no Largo Zumbi dos Palmares e rua Irmão José Otão / Vasco da Gama, respectivamente, a dica para veganos é a 'banca de Taiwan'. Dois simpátcios orientais, Cintia e Hilário, vendem especiarias, produtos naturais e comida chinesa. A base dos produtos é vegetariana, mas os veganos têm deliciosas opções, como o 'rolão' primavera, que se assemalha ao rolinho primavera dos restaurantes chineses, mas é do tamanho de uma panqueca, e não é frito. O mais procurado é o pãozinho chinês, recheado com legumes e gengibre, vendido em sacos de vinte unidades. Para quem gosta de sushi, basta solicitar o que não leva ovo. Às vezes há também a tradicional proteína de soja agridoce, caramelada, congelada. Quem prefere pilotar o próprio fogão pode se arriscar a comprar o fungo preto, que vem prensado e desidratado em uma pequena caixinha com aspecto vintage. Depois de colocado na água, o fungo multiplica seu tamanho, e passa a ter um aspecto de repolho negro ou "orelha de alienígena", como já escutei. Ambas as feiras funcionam das 15h30min às 20h, aproximadamente, com preços sensivelmente abaixo dos supermercados e quitandas.
Cuba vista por Lisette Guerra
Inaugurou no dia 7, no segundo andar da Usina do Gasômetro, a exposição 'Cuba', da fotógrafa Lisette Guerra. O enfoque é a beleza natural e urbana daquele país caribenho, sua gente e suas peculiaridades. As fotos em exibição fazem parte de um livro homônimo, vendido no local a R$ 100, enquanto que "nas lojas está R$ 180", informa a atendente. Sem críticas sociais ou ideológicas, a mostra traz belas imagens, multicoloridas, e só. A exposição segue até o dia 14 de setembro, de terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada franca.
11 de agosto de 2014
O Planeta Diário e a Casseta Popular em uma única biografia
Nos anos 80, e começo dos 90, fui um leitor voraz do jornal O Planeta Diário, do qual cheguei a ser assinante. Os autores seram os cartunistas Hubert, Reinaldo e Claudio Paiva, cujos textos superavam em muito o humor de seus desenhos. Eram referências múltiplas, trodadilhos inéditos, associações infames - como ilustrar uma 'reportagem' da Luiza Erundina com foto de Tom Jobim. Tudo dava um grande frescor ao humor brasileiro.
Concorrendo e colaborando, havia a revista Almanaque da Casseta Popular, que eu pouco lia. Achava meio nojenta e imatura, quando não simplesmente sem graça. Tanto que torci um pouco o nariz quando, anos depois, ambas as publicações se fundiram - epa! - para trabalhar na Rede Globo, inicialmente no TV Pirata. Até porque, com isso, o Planeta Diário passou a repetir matérias, até deixar de circular. Veio o disco 'Preto com um buraco no meio', Casseta & Planeta, e o resto é hist´roia.
História essa contada primorosamente por Guilherme Fiuza no livro 'Bussunda - A vida do casseta'. São 400 páginas que o leitor devora rapidamente. No meu caso, li 90 páginas de uma só sentada, quando um outro exemplar caiu nas minhas mãos. Autor de 'Meu nome não é Johnny', o jornalista conta a história da Casseta Popular e do Planeta Diário, tendo como eixo a vida de Bussunda, o mais carismático da trupe de humoristas. Aliás, apesar do título, o livro traz a biografia de todos os integrantes de ambos os veículos, e também dos agregados, que formalmente não eram considerados inegrantes, como Mu Chebabi e outros.
Cláudio Besserman Vianna havia acabado de ingressar no curso de comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e já matava aulas para ganhar uns trocados. De óculos escuros, o rapaz de 19 anos embarcava em lotações e pedia esmolas fingindo-se de cego - e de deficiente mental. Sua aparência contribuía para que os passageiros caíssem na farsa: barriga volumosa, cabelos desgrenhados e uma cara redonda na qual se destacavam os dentes saltados. O aspecto de quem não via um chuveiro fazia tempo dava a pincelada final no quadro. O golpista era Bussunda, figura marcante entre o fim dos 80 e 2006, quando morreu durante a cobertura da Copa do Mundo da Alemanha, aos 43 anos.
A obra, nova e com frete grátis, está à venda na minha eshop no Mercado Livre, em http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-579711749-casseta-poular-planeta-diario-bussunda-biografia-zerokm-novo-_JM.
Da série 'Poesia em metro'
TESTAMENTO
Se é só de plástico não me interessa em nada
se é algo importante pode falar agora
se é só besteira deixe um recado na entrada
se é urgente, se a morte é iminente, confesse seus pecados um a um
se é alarme falso já pode parar com o jejum
se é caso grave avise os parentes distantes, os vizinhos e tire os livros da estante
se é coisa séria, deixe para depois
agora estou dormindo.
Se é só de plástico não me interessa em nada
se é algo importante pode falar agora
se é só besteira deixe um recado na entrada
se é urgente, se a morte é iminente, confesse seus pecados um a um
se é alarme falso já pode parar com o jejum
se é caso grave avise os parentes distantes, os vizinhos e tire os livros da estante
se é coisa séria, deixe para depois
agora estou dormindo.
Da série 'Poesia em metro'
Poste
eu só peço salvação
se não for incômodo
ou em me mudo para outro cômodo
da mesma casa, e aí crio asas
e vôo
creio que posso planar, se subir bem alto
impulsionado por um foguete ou por um salto
eu só peço caridade
se não for desfeita
ou eu me mudo para outra cidade
onde haja a mesma rua
mesma casa
o mesmo poste
creio que posso cultivar lírios de cemitério
na matéria fértil do meu cérebro
eu só peço paz & amor
se não for antiquado
creio que posso imitar um poste
tipo ficar parado
(na esquina dessas ruas que eu não consigo atravessar)
sem ninguém me notar
basta cruzar os dedos ou criar asas
ou subir bem alto
ou dar um salto.
eu só peço salvação
se não for incômodo
ou em me mudo para outro cômodo
da mesma casa, e aí crio asas
e vôo
creio que posso planar, se subir bem alto
impulsionado por um foguete ou por um salto
eu só peço caridade
se não for desfeita
ou eu me mudo para outra cidade
onde haja a mesma rua
mesma casa
o mesmo poste
creio que posso cultivar lírios de cemitério
na matéria fértil do meu cérebro
eu só peço paz & amor
se não for antiquado
creio que posso imitar um poste
tipo ficar parado
(na esquina dessas ruas que eu não consigo atravessar)
sem ninguém me notar
basta cruzar os dedos ou criar asas
ou subir bem alto
ou dar um salto.
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