4 de novembro de 2014

Utilidade pública


do Jornal do Comércio: Jornal do Comércio promove troca de livros durante a feira

Marcio e Ellen participaram da troca de livros no Estande do Jornal do Comércio

Estimular a leitura e promover a interação entre os visitantes da 60ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre é um dos objetivos do Jornal do Comércio. Este ano o estande, localizado na área central da feira, está promovendo troca de livros. Os visitantes podem trazer as obras que não querem mais e trocar por outras.

A bióloga Ellen Augusta e o jornalista Marcio de Almeida Bueno sempre visitam o estande do Jornal do Comércio durante a feira. “Sempre tive biblioteca desde criança, portanto, tenho muitos livros em casa”, comenta Bueno. Os dois trouxeram alguns exemplares da sua coleção, que já estão esperando por novos donos aqui no estande.

Publicado originalmente em http://jcrs.uol.com.br/acontecendo/jornal-do-comercio-promove-troca-de-livros-durante-a-feira/.

Natureza quadriculada ou 'se tem animal e lucro, tem arame farpado'

Por Marcio de Almeida Bueno

A primeira conversa pega-trouxa que autoridades em geral e representantes do setor da pecuária repetem é ‘desenvolvimento sustentável’. Senão, vejamos. O Brasil ocupa a segunda posição em termos de rebanho de gado bovino, perdendo apenas para a Índia. Dados do Censo 2010 apontam 200 milhões de vacas e bois no país, sendo Corumbá, no MS, a cidade com maior população bovina - dois milhões. Já cai por terra o mito do Sítio da Vovó Donalda, onde há apenas uma vaca - com nome próprio, flor na orelha, fita na cabeça - que parece viver como um animal de estimação.

Ainda tem ingênuos que pensam a pecuária como uma atividade de manter o gado por toda a vida em bucólicos gramados, dando toda a assistência - 'a vida que pedi a Deus' - até que um dia ZAP!, tão rápido quanto um piscar de olhos, é feito um acerto de contas para dar de comer às legiões de esfomeados. Miseráveis esfomeados x vacas gordas usufruindo de spa em meio à natureza - eis como a coisa parece ser posta, na argumentação de alguns teimosos.

Há sempre um arame farpado separando a manada do resto da natureza. E especialmente de sua própria natureza, de correr um pouco, andar para qualquer lugar que não seja a rota do brete. Cada vez mais, é mais gado em menos espaço, em mais áreas - inclusive locais sagrados como Amazônia e Pantanal. Mas isso não conta na hora de reunir os amigos para um domingo de alegria. De outra forma, não flui.

Então temos que engolir um novo termo moldado de acordo com os novos tempos - desenvolvimento sustentável - e que parece aplacar o remorso que o cidadão comum começa a ter, ao ver as sacudidas da natureza. Lentamente, Tico e Teco vão se dando as mãos. Alguém fala que não come carne - e, estranhamente, não caiu fulminado por um doença terrível minutos depois, nem por um raio enviado dos céus. Pelo contrário, até está com exames de sangue melhorzinhos. A próstata agradece, inclusive.

Mas o termo serve pra acalmar qualquer leve desespero, tentativa de reflexão que venha a questionar o modus operandi deste nosso sistema de ruralistas fazendo crer que o desenvolvimento é para todos, sem conta bancaria própria no meio. Como se escravizar os animais para fins de lucro, com arames farpados para manter controle, seja algo que se deva agradecer. E depois os açougues distribuem a carne à legião de esfomeados, claro.

E a natureza, essa coisa amorfa que cabe no discurso de qualquer aventureiro, está se tornando quadriculada, em nome de um orgulho pela pujança de terceiros. Que, de alguma forma, incluem no pacote do progresso qualquer um que pegue uns bons cortes de carne no açougue, para o próximo domingo. De graça, claro.

Voluntários ao poente

O poente em Porto Alegre afeta até a Voluntários da Pátria, passado o alvoroço do horário de expediente.

Cartaz-paródia satiriza Sartori

Passadas as eleições, este hilário cartaz na Independência com Fernandes Vieira debocha do novo governador.

Ao vivo na Rua da Praia

Na Rua da Praia, a banda manda ver no improviso, e o mendigo assiste a tudo na primeira fila. O baterista é muito bom, e até deixa o guitarrista meio inibido.

20 de outubro de 2014

Veganos e vegetarianos têm mais uma opção na Região Metropolitana

por Marcio de Almeida Bueno

Abriu mais um restaurante chinês ovolactovegetariano com opções veganas na Região Metropolitana de Porto Alegre. Trata-se do 'VEV - Vegetariano Estilo de Vida', localizado no Centro de Gravataí. É buffet livre de segunda a sábado, das 11h30min às 14h. Fica na rua Ernesto Fonseca, 113, entre a Adolfo Inácio de Barcelos e a Coronel Sarmento. O telefone para contato é 51-3484-3807.

16 de outubro de 2014

Vanguarda Abolicionista é selecionada para projeto do Vista-se

O portal Vista-se lançou o projeto Doe, que convida os internautas a colaboraram com R$ 2,99 por mês para grupos de defesa animal no país. A Vanguarda Abolicionista, coletivo de libertação animal e veganismo do qual sou fundador e diretor-geral, foi a mais recente selecionada, e está no link http://vista-se.com.br/doe/#van. Um vídeo de apresentação está em http://youtu.be/yAM3A2QV7QE, e toda ajuda é bem-vinda.

13 de outubro de 2014

Uma tragédia parece estar sendo sinalizada

por Marcio de Almeida Bueno

A esquina da Independência com Garibaldi se transformou em roleta-russa. Senão, vejamos. O motorista que sobe a Independência não pode dobrar à esquerda e entrar na Garibaldi, conforme placa indicativa - ela aparece no lado esquerdo da foto, entortada. O motorista que desce a Independência não pode dobrar à direita e entrar na Garibaldi. Como há faixa exclusiva, geralmente são ônibus e lotações, mas eventualmente há automóveis que de alfuma forma estão nessa faixa. O que acontece é que quando abre o sinal para a Independência, fecha o da Garibaldi, acendendo o verde para a faixa de pedestres que ali está instalada, ao lado de uma banca de frutas. Nesse momento, é tão comum que motoristas - geralmente subindo a Independência - repentinamente dobrem à esquerda, que bastam alguns minutos para se fazer um flagrante. Na faixa de segurança, os pedestres precisam pular para escapar da investida cara-de-pau desses veículos, que comemtem erro duplo - dobram onde é proibido, e cruzam uma faixa de segurança com sinal verde para pedestres. A reclamação é geral, tal como o susto. Houve vezes em que os pedestres bateram palmas, de forma debochada, e em outras 'trancaram' o veículo bem no meio da infração. O local fica em frente ao Hospital Getulio Vargas, e nas proximidades há o Colégio Rosário, cursinhos pré-vestibulares e muita circulação de pedestres. Uma tragédia parece estar sendo sinalizada.

Arte urbana: as etiquetas com frases


por Marcio de Almeida Bueno

A novidade em termos de arte urbana são etiquetas espalhadas por postes e orelhões da Cristóvão Colombo, na região do Shopping Total. Cada uma delas - do tipo usado para colocar preço em mercadoria - traz uma frase rabiscada à caneta, no mínimo, desconfortável. Geralmente a temática envolve Deus, Diabo, Jesus, Jeová, um ou outro palavrão, em dizeres que devem assustar muito transeunte desavisado. Não há assinatura, e dá para imaginar um crackeiro em momento Toniolo, um poeta-guerrilheiro, ou alguém dando boas risadas.